Prefeitura Municipal de Vila Flores

Vila Flores celebra dia do colono e motorista

24/07/2020

Agricultura, Indústria e Comércio

A Administração Municipal de Vila Flores, tendo como objetivo trazer mais informações sobre temas que envolvam os empreendimentos rurais, através de palestras e bate-papos, agregando conhecimento, proporcionando integração e incentivo à sucessão no campo, lançou em 2013 o Seminário do Empreendedor Rural. Além disso, visa homenagear aos que contribuem para o desenvolvimento do município, incluindo os motoristas, que estão diretamente ligados ao setor, propiciando o escoamento da produção e a chegada dos alimentos na mesa de todos.

O evento ocorreu anualmente, completando sete edições. Tradicionalmente foi realizado no mês de julho, exceto a 7ª edição, que ocorreu em novembro de 2019, integrando a 5ª FestFlor. A escolha do mês de julho foi para celebrar o Dia do Colono e Motorista, comemorado no dia 25 de julho. Em função da situação atual, com a pandemia mundial de coronavírus (Covid-19), a 8ª edição não será realizada neste mês e segue sem previsão de outra data.

Com isso, a Prefeitura entrou em contato com alguns profissionais, tanto da área rural como motoristas, para enviarem um depoimento sobre suas profissões, contando um pouco de suas histórias. A ideia é homenagear, através dos que retornaram o contato com as informações, a todos que têm trabalhado com afinco pelo crescimento de Vila Flores.

 

Cleusa Taglian Curtarelli, 47 anos, trabalha com bovinocultura de leite, vereadora e ex-secretária da Agricultura, Indústria, Comércio e Turismo de Vila Flores

“Sempre foi uma atividade que ajudava meus pais, desde pequena. As mudanças do clima são uma das maiores dificuldades, mas não há trabalho ruim quando se faz com amor. O que motiva a continuar é estar trabalhando no que é nosso e sempre gostei do que faço. Ser secretária foi uma experiência boa e única, da qual me orgulho muito, ainda mais na pasta ligada à agricultura, onde conheço de perto as dificuldades que enfrentamos e as necessidades. Agradeço muito o convite. Me sinto orgulhosa de poder ter feito o 7º Seminário do Empreendedor Rural, onde celebramos o trabalho, a colheita. Acredito muito na sucessão familiar, devemos incentivar os jovens. Podemos dizer que a agricultura move o mundo.”

 

Keila Regina Omizzolo, 25 anos, rainha da 5ª FestFlor, médica veterinária e atividade leiteira no tambo familiar

“A paixão pelos animais veio desde cedo, com o tambo da família que, com aproximadamente 40 anos de história, foi sempre passou o valor do trabalho no campo e o carinho e dedicação com os animais. Assim, desde pequenininha dizia que seria médica veterinária e o sonho foi realizado há dois anos. Minha maior motivação é ver a saúde e bem-estar dos animais, sem contar a alegria dos produtores. O leite vem ganhando valorização e crescente aumento da tecnologia, o que nos dá mais ânimo para permanecer na área e pensar em um futuro com mais produção e menos mão de obra. Apesar das dificuldades encontradas, há diversos recursos tecnológicos a nossa disposição, o que facilita a permanência dos jovens no campo. Essa nova geração é a responsável por manter, não só uma tradição familiar, mas também por alavancar e manter a economia do nosso município”.

 

Maurício Cristianetti, 19 anos, trabalha com agricultura e pecuária.

“Comecei a trabalhar desde os 13 anos, ajudando meus pais. Dificuldades sempre existem  nesse ramo, posso citar, como exemplo, o pouco reconhecimento por parte de algumas pessoas referente ao que o agricultor produz. Elas não se dão conta de que o agro é quem coloca o alimento todos os dias na sua mesa e em todo o mundo. A seca ou até mesmo os elevados volumes de chuvas também são grandes dificuldades, além do alto valor dos insumos. Referente à continuidade do jovem no campo, acho q ela irá crescer porque, apesar de tudo, o agro não para e é o único setor que cresceu e está sustentando o país”.

 

Moacir Antônio Bocalon, 59 anos, trabalha com agricultura e pecuária

“Iniciei no trabalho desde criança, há 50 anos, e sigo dando continuidade até hoje. As maiores dificuldades são estiagem, enchente e, principalmente de uma política agrícola, sabendo dos preços dos insumos e produto final. O me motiva a continuar é gostar da profissão, amor ao que se faz”.

 

Pedro Antoniolli, 70 anos, motorista há 55 anos

“Quando era guri, gostava de dirigir e gostava de ônibus, mas comecei trabalhar com caminhão porque era o que tinha mais oportunidade. Com 19 anos, fiquei um tempo substituindo meu tio, na linha que ligava Veranópolis a Caxias, via Antônio Prado. Na primeira viagem cheguei com uma hora de atraso, pois a estrada era de chão, chovia e não tinha experiência, mas peguei o gosto pela coisa. Foi um assalto, em São Paulo no ano de 1996, que me fez desistir de caminhão e investir no transporte de passageiros. Fui o fundador da Associação dos Motoristas vilaflorenses e presidente por três anos. A Prefeitura sempre ajudou, cuidado com as estradas, contato rápido para atividades. Agradeço pela doação da área para a construção da sede da entidade. No momento, a pandemia de coronavírus diminuiu a demanda e afetou a parte financeira, mas o que motiva a continuar é ter uma atividade para fazer e o amor pela profissão”.

 

Flávio Cristianeti, 38 anos, motorista há 18 anos

“Iniciei como motorista com o transporte de maravalha. Minha maior dificuldade é ficar longe da família, as condições precárias de algumas rodovias e o constante medo dos assaltos. Primeiramente, o que motiva a continuar é amar a profissão, gostar muito de caminhões e ter a oportunidade de conhecer lugares e costumes diferentes. Tenho muito orgulho em fazer parte da Associação dos Motoristas e estar colaborando, desde sua fundação, para a concretização de um antigo sonho dos motoristas de nossa cidade, a construção da sede social, em fase de conclusão. A realização foi possível graças aos incentivos da Administração Municipal e Câmara Municipal de Vereadores, as quais não mediram esforços para a regulamentação da cedência do terreno, no Centro Municipal de Eventos Pinheiro Seco. Essa entidade reconhece e agradece o Poder Público Municipal pelo constante auxílio e a seus sócios que colaboram intensamente para a conclusão desse espaço.”

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